CICLO VENTILATÓRIO MECÂNICO

 
Ciclo Respiratório

O ciclo respiratório de um paciente sob VM (Ventilação Mecânica) obedece a quatro fases interligadas: O disparo (tempo, pressão e fluxo), a inspiração onde o pulmão é insuflado, vencendo as propriedades elásticas e resistivas do sistema respiratório, a ciclagem onde há mudança da fase inspiratória e expiratória (pressão, fluxo, tempo e volume) e a expiração onde há esvaziamento dos pulmões relacionada a uma peep.

As forças elásticas que o pulmão tem que vencer para insuflar, exercem a retração elástica do tecido pulmonar, o recolhimento elástico da caixa torácica e a pressão intra abdominal se opondo ao diafragma. As forças resistivas são a resistência das vias aéreas e a resistência de componentes viscosos e viscoelásticos do parênquima.

COMO O CLICLO ACONTECE ?

Como acontece ciclo

OBSERVEM QUE É O CLICLO VENTILATÓRIO

Ao final da inspiração, o ventilador deverá interromper a fase inspiratória e permitir o início da fase expiratória. Esta transição pode ocorrer por meio de 4 mecanismos principais:

– Ciclagem a tempo,
– Ciclagem a volume,
– Ciclagem a pressão e
– Ciclagem a fluxo.

VENTILAÇÃO CONTROLADA À VOLUME – FASES

Ciclagem fases

CICLAGEM A TEMPO

A transição entre inspiração/expiração ocorre após um período de tempo prefixado. Os modos ventilatórios são:

– Pressão Controlada
– Limitada a pressão

CICLAGEM A VOLUME

O final da inspiração é determinado por um valor de VOLUME CORRENTE prefixado. Quando este valor é atingido, o fluxo inspiratório é desligado.

– SEGURANÇA: em termos de manutenção de trocas gasosas.
– INSEGURANÇA: no que diz respeito à microestrutura pulmonar e às chances de barotrauma.

CICLAGEM A PRESSÃO

O final da inspiração é determinado por um valor de PRESSÃO prefixado. Quando este valor é atingido, interrompe-se a inspiração, independemente do:

– Tempo inspiratório gasto ou
– Volume liberado para atingir esta pressão

CICLAGEM A FLUXO

O término da fase inspiratória é determinado quando o fluxo inspiratório cai abaixo de níveis críticos.

Modos ventilatórios:
– Pressão de suporte e
– BIPAP.

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