INFLUÊNCIA DAS TÉCNICAS DE TERAPIA MANUAL OSTEOPÁTICA NA FUNÇÃO RESPIRATÓRIA

As técnicas de terapia manual são consideradas como um método sistemático de avaliação e tratamento das disfunções do sistema neuromusculoesquelético, e estas têm como finalidade principal recuperar o movimento fisiológico em áreas onde existe restrição ou disfunção melhorando a função dos sistemas adjacentes. Contudo, na literatura são escassos os estudos sobre a utilização e eficácia destas técnicas, seja manipulativa ou de mobilização, na função respiratória, principalmente como uma forma preventiva de tratamento.

O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações nas funções pulmonares e na expansibilidade torácica em indivíduos normais submetidos às técnicas osteopáticas. Este estudo foi caracterizado como quase experimental. Fizeram parte da amostra 30 voluntárias, com idade de 18 à 28 anos, sem patologias pulmonares conhecidas associadas. A avaliação da função pulmonar e expansibilidade torácica foram por meio da espirometria e cirtometria respectivamente.

A amostra recebeu procedimento de intervenção sendo avaliada em dois momentos, antes e após a aplicação de uma manobra osteopática de manipulação (thrust) em coluna torácica e técnica de músculo energia para peitorais.

Os resultados indicam que o protocolo foi capaz de aumentar a mobilidade torácica em todos os parâmetros avaliados, e na função pulmonar houve melhora estatisticamente significativa no pico de fluxo expiratório.

Para Leite (2000), o movimento humano depende da transformação da energia química dos nutrientes em energia mecânica, de maneira especial, por meio do metabolismo aeróbico. A partir disso, o fornecimento de O2 e a remoção do CO2 acontecem durante a respiração pelo enchimento e esvaziamento dos pulmões por dois mecanismos:

a) pelos movimentos do diafragma para cima e para baixo, que fazem com que a caixa torácica se encurte ou se alongue (GUYTON; HALL, 2002); b) pelo alargamento toráciconos movimentos de alça de balde e braço de bomba (KAPANDJI, 2000).

Para a realização desses movimentos os músculos respiratórios precisam vencer a resistência do pulmonar, do gradil costal e das vias aéreas no sentido de expandir a caixa torácica e criar uma pressão negativa intra-pulmonar (KENDALL; McCREARY; PROVANCE, 1995).

Em decorrência da musculatura respiratória estar sempre ativa, e por participar da manutenção do tórax, esta apresenta características de musculatura tônica e, com frequência, está retraída, limitando consideravelmente as possibilidades inspiratórias, sugerindo menor oferta de oxigênio celular (SOUCHARD, 1996). Yamaguti et al. (2007) também mostraram que existem diferenças na mobilidade diafragmática conforme o posicionamento mesmo em indivíduos saudáveis.

Farkas, Cerny e Rochester (1996) ressaltam que além de compartilhar todas as características comuns aos músculos do esqueleto apendicular, os músculos respiratórios estão propensos a se fadigarem e também estão dotados com a capacidade de se adaptarem a condições adversas, incluindo os exercícios físicos, que podem levar ao encurtamento dos músculos inspiratórios acessórios.

A base teórica para a ação da osteopatia tratamento manipulativo e seu efeito no corpo foi avançada com base na ativação autonômica, causando vasodilatação concomitante do músculo liso relaxamento e aumento do fluxo sanguíneo, resultando em melhor amplitude articular, diminuição da percepção da dor, e / ou alteração no tecido (HENLEY et al., 2008; LOMBARDINI et al., 2009).

Na maioria das vezes a técnica osteopática de thrust envolve uma alta velocidade de impulso, uma técnica em que as articulações são ajustados rapidamente, muitas vezes acompanhada de estalidos. Os osteopatas acreditam que, muitas vezes, um estalido acústico associado a uma manipulação de impulso é um critério para determinar o sucesso da técnica (CLELAND et al., 2007).

Durante a manobra, a pressão é exercida sobre a biomecânica, quer por meio de um longo braço de alavanca, em que força é aplicada distante do comum, ou um braço curto da alavanca, quando a força é aplicada junto ao conjunto (ERNST, 2007).

Para a constatação desses fatos, faz-se necessário a utilização de uma forma de mensuração que apure a eficácia dessas técnicas na performance respiratória, para este fim empregou-se as provas espirométricas, e medidas das circunferências toracoabdominais.

Segundo Costa et al. (2009), a cirtometria é considerada uma medida válida para a exploração das dimensões e amplitudes dos movimentos torácicos e abdominais, e tem sido muito utilizada para avaliar a mobilidade do gradio costal e do abdome durante os movimentos respiratórios. Há muitos estudos que relatam a eficácia das técnicas de terapia manual na cervicalgia, lombalgia, nas mudanças das propriedades viscoelásticas dos tecidos, porém, na literatura são escassos os estudos sobre a utilização e eficácia das técnicas da terapia manual, seja manipulativa ou de mobilização, na musculatura respiratória, principalmente como uma forma preventiva de tratamento. Desta forma, justifica-se o interesse em pesquisar técnicas fisioterapêuticas manuais para a aplicação preventiva e, se estas influenciam a mecânica respiratória a ponto de potencializar a performance respiratória.

Portanto, o propósito deste estudo foi avaliar a função pulmonar em indivíduos normais submetidos às técnicas osteopáticas.

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